31/08/2011
É preciso estar atento e forte
Direitos reservados aos direitos de todos
29/08/2011
Não sejas o de hoje - Cecília Meireles
Não suspires por ontens.
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
23/08/2011
Crônica: Como Desmascarar o Choro Falso
Fabrício Carpinejar
| Arte de Edward Munch |
O choro é uma arte. Uma obra-prima. Uma Pietà de Michelangelo. Diante dela, nossos olhos se umedecem na hora, o batimento dispara e até nossa boca se ajoelha pedindo perdão pela nossa indiferença nas sinaleiras.
& O choro sincero é um miado. Não conseguiremos decifrar o que a pessoa disse. As palavras são completamente ilegíveis.
& O sofredor não vai encarar o outro de modo nenhum, não se chora de cabeça levantada, isso é coisa de novela e de colírio. O choroso estará acovardado, de boca aberta, já que não consegue respirar.
& Não acredite no tipo que bate a porta do quarto para chorar, está chamando atenção, é carência, não choro, o choroso real desmorona onde estiver. Não é possível guardar o choro, criar um fundo de investimento de dor. O choro é pontual, surge no meio do trabalho, no meio da aula, relâmpago incontrolável.
& Em contato com o travesseiro, a choradeira irá atravessar a fronha e o lençol. Se não mofar o colchão, não é choro.
& No momento em que o homem chora, se a voz vem grossa, ele está fingindo: no choro, a voz sempre é fina, distorcida, de gás hélio.
& Mulher nunca chora sem estar pintada. É regra básica, para borrar feio e oferecer espetáculo. Mulher chorando de cara limpa é farsa.
& Se você usa lenço ou papel higiênico para limpar o nariz, está mentindo: quem sofre mesmo assoa o ranho na manga da camisa, e não se importa com os botões.
& O choro é como orgasmo. Não admite discurso depois. Aquele que aproveita o choro para passar sermão é apenas um chantagista.
Pelas costas, Estadão “crava” espada em Dilma
Rodrigo Vianna
por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
' Não saiam do armário '
16/08/2011
Prêmio SEFIN promove palestra com Luis Nassif
12/08/2011
Semana Claridade - O Ser de Luz
Ser de Luz (Joao Nogueira / Mauro Duarte / Paulo César Pinheiro)
11/08/2011
Semana Claridade - Clássicos
Valorize seus Direitos
10/08/2011
Semana Claridade - A deusa dos orixás
Tributo aos Orixás (Mauro Duarte / Noca / Rubem Tavares)
Homenagem à Olinda, Recife e Pai Edu
O Dia do Medo Macho
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| Vereador Carlos Apolinario (DEM) |
09/08/2011
Semana Claridade - Nasce Clara Mestiça
Regresso, de Candeia (1971). Álbum Clara Nunes
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| "Clara era um caldeirão espiritual" (Fernandes, p119) |
Campanha Mulheres e Direitos
Semana Claridade - O flerte com a Jovem Guarda
08/08/2011
Instituto Justiça Fiscal - Bom exemplo de Porto Alegre
A vitória da "patinha feia"
Às vésperas de o PT decidir se acaba ou não com as prévias, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, mostra como a democracia partidária pode trazer resultados positivos
e a renda média da população cresceu mais de 50%
Agora, às vésperas do fim de seu segundo mandato como prefeita de Fortaleza, Luizianne se prepara para um novo embate com Lula. O tema, mais uma vez, envolve o poder de decisão dos diretórios em tempos de eleição. O ex-presidente, assim como parte importante dos caciques petistas, quer acabar com as prévias para a escolha de candidatos, pondo fim a uma tradição democrática do PT. Luizianne vai para o congresso nacional do PT, no início de setembro, decidida a lutar contra a proposta. E levará como armas principais para essa briga a sua própria história e o que vem ocorrendo neste momento no diretório municipal do PT de Fortaleza. Lá, mais de um ano antes das eleições, 13 petistas não esperaram a decisão do congresso nacional do partido e lançaram suas pré-candidaturas à sucessão de Luizianne.
A profusão de pré-candidatos em Fortaleza está diretamente ligada ao bom momento que vive a administração municipal. A cada ano, a gestão da prefeita Luizianne coleciona o aumento de expressivos indicadores de desenvolvimento sociais e econômicos. Dona da quinta maior população entre as capitais do País, com quase 2,5 milhões de habitantes, Fortaleza foi a capital nordestina que mais reduziu a pobreza em sua periferia, entre 2001 e 2008, segundo pesquisa do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV). Traduzindo, a renda média dos moradores da periferia da capital cearense aumentou 52,25%, passando de R$ 204,34 para R$ 311,11, um crescimento cinco vezes maior do que o registrado em Salvador ou São Paulo. “Os números revelam uma maior inserção da população no mercado formal de trabalho, consequência de uma política educacional em conjunto com um resultado macroeconômico mais equilibrado”, avalia o economista Mercelo Neri, autor do estudo.
Desde que assumiu a prefeitura, Luizianne tem dado uma atenção especial às populações mais carentes, o que lhe tem rendido duras críticas. “A classe média odeia a prefeita, mas os pobres da cidade representam quase 70% do município”, afirma o cientista político Francisco Moreira, da Universidade de Fortaleza (Unifor). “O importante é que aumentamos em muito nossa receita, sem aumentar impostos, e estamos conseguindo investir na cidade”, diz Luizianne. Os investimentos da prefeitura em 2010 renderam ao município o posto mais alto do ranking das capitais do Norte e do Nordeste na geração de empregos formais e a quarta colocação entre as cidade brasileiras, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Pelos dados do MTE, a capital cearense abriu 54.669 novos postos de trabalho com carteira assinada, superando Salvador (BA), com 37.786, e quase o dobro de João Pessoa (PB), que contabilizou 28.112 novas vagas de emprego no último ano. “Programas sociais, alinhados a uma política de mão de obra formal, geram uma capacidade de compra que movimenta toda uma economia”, explica o economista Roberto Smith, ex-pre sidente do Banco do Nordeste (BNB).
Segundo os números da prefeitura, nos sete anos à frente do governo, a gestão de Luizianne reduziu em 52% a mortalidade infantil – crianças mortas antes de completar um ano de vida. Em 2004, morriam 21,2 crianças por 100 mil nascidos e no último ano esse número despencou para 12. Para complementar o saldo positivo da administração, Fortaleza é a terceira maior rede pública municipal de educação, com 240 mil alunos matriculados, só perdendo para São Paulo e Belo Horizonte. Agora resta saber se todos esses números ajudarão Luizianne na batalha que ela vai voltar a travar com a cúpula do PT.
07/08/2011
Semana Claridade
Se estivesse viva, Clara Nunes completaria na próxima sexta-feira (12/08) 69 anos de idade. Mineira, nascida em Paraopeba, ganhou destaque como cantora no início da década de 60 após conquistar o terceiro lugar no concurso A voz de Ouro do ABC que lhe rendeu um contrato com a gravadora Odeon. Teve um início de carreira conturbado e marcado por alguns fracassos. Primeiro a vontade da gravadora em fazer dela uma cantora romântica. Segundo, a passagem pela Jovem Guarda que, de fato, não abriria espaço para ela. Melhor. Principalmente porque a turma do iê iê iê logo perderia espaço para um movimento muito mais intelectualizado e político, o Tropicalismo. Por último, o lançamento primeiro long-play intitulado “A voz adorável de Clara Nunes”, um grande fiasco logo no início da sua carreira com apenas 3.100 cópias vendidas.
Por sorte, ela queria mostrar que era cantora de qualquer interpretação. Não tinha medo de arriscar. Como boa brasileira, ela tentou, tentou, tentou até que conseguiu. Tornou-se uma das maiores cantoras que o país já teve. Dona de uma voz imponente e uma simpatia carismática, Clara se reinventou, criou estilo próprio, cantou a mistura que é o Brasil, invocou orixás e encantou com sambas que se eternizaram.
Durante toda esta semana, para homenagear Clara Nunes, vamos mostrar um pouco de sua trajetória musical, as parcerias e histórias que fizeram de Clara uma verdadeira representante do nosso povo, da nossa cultura, nosso sincretismo religioso e da nossa música. Para iniciar, começamos com "Você passa eu acho graça" (1968).
Como desafogar e tornar o trânsito de Fortaleza mais pacífico?
Vereador (PSOL) e professor de Direito Ambiental
É preciso vontade política para não se submeter à ditadura do automóvel individual, a partir de um enfoque sistêmico que aposte em outros modais, como o transporte público e a bicicleta. De pouco adianta uma passagem barata, se a qualidade do transporte público é tão ruim, que dificilmente os que têm automóveis migrariam para os ônibus. Conforto e pontualidade são essenciais. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) - desde que retire carros da rua e não pessoas – pode ser uma solução, mas o BRT (o sistema do transporte rápido de ônibus, adotado em Curitiba) pode ser mais barato e eficaz. Muitos jovens poderiam usar a bicicleta, desde que houvesse mais segurança e infraestrutura (ciclovias, ciclofaixas, bicicletários) para os ciclistas. Por último, uma política de educação para o trânsito que faça compreender que pedestres e ciclistas têm que ser respeitados e protegidos por todos.
Cezário Oliveira
Diretor do Sindicato dos Taxistas
Tratamento diferenciado por parte do Governo Federal, investindo pesado e acelerando as obras do metrô de Fortaleza, não só a linha sul, como também as linhas projetadas, de modo a atender todas as regiões da cidade. Interligar linhas de ônibus ao metrô para evitar os grandes percursos de ônibus em todas as direções da cidade, o que complica ainda mais o trânsito. Em pontos de congestionamentos na Capital, como a avenida Raul Barbosa com avenida Murilo Borges, avenida Dedé Brasil com Expedicionários e avenida José Bastos com Prudente Brasil, deveriam ser colocadas alças e construídos viadutos corrigindo os cortes do projeto original. É preciso também melhorar a malha viária de Fortaleza, aplicando sinalização horizontal eficiente.
Antonio Paulo Cavalcante
Arquiteto e urbanista, prof. do Depto de Engenharia de Transportes da UFC
Os congestionamentos em Fortaleza são reflexo de anos de deficiência no controle urbano, tanto na gestão do uso e ocupação do solo quanto do espaço de circulação. A 'oferta' de espaço para circular (as vias) concentra em 7% das ruas da cidade cerca de 40% dos fluxos diários 'casa-trabalho-casa'. O uso do transporte público pelas classes C e D é totalmente descartado pelas classes A e B, que elevou-se em números absolutos e, com a estabilidade econômica do País, aumentaram o número de veículos da cidade. A abordagem do problema precisa ser sistêmica 'entre' os atores-gestores em um órgão supra-institucional, nos moldes da gestão consorciada, para o controle da frota, separando o tráfego de passagem de ônibus dos carros de passeio; a educação para o trânsito e os ajustes de novas conexões e operação de linhas de transporte público (redefinir rotas, reduzindo custos nos 'entre-picos' e aumentando veículos de alta capacidade nos picos).
Apolônio Aguiar
Diretor da empresa AD2M que lançou a campanha “Eu faço um trânsito leve”
Para além das responsabilidades dos gestores públicos, dos fabricantes de veículos e dos engenheiros especializados, um poder capaz de transformar o trânsito, tão valioso quanto negligenciado, reside na dimensão individual. O trânsito te faz sofrer? Irrita, estressa, atrasa? Dê o troco mudando de atitude, exercitando a paciência, dando um bom exemplo. Antecipe sua saída para não precisar correr, organize caronas, experimente novos caminhos, horários e meios de transporte. Você não pode viver sem o trânsito, então lide com ele de forma suave e contagie quem vive ao seu redor. Pare de culpar o outro e respeite as regras, esteja atento, cometa a grande ousadia de ser gentil e elegante nesta selva de picapes e buzinas. No final, você fica uma pessoa melhor. E o trânsito fica mais leve.
Márlia Paiva
Socióloga e membro do movimento Mobilidade Humana
Penso que, de imediato, só uma nova atitude do condutor já teria grande potencial de impactar na situação de enorme desconforto de nosso trânsito. Aumentar a sensação de presença de órgãos fiscalizadores poderia ser um grande passo que implicaria em mudanças profundas de hábitos. Contudo, para se mudar gestos é necessário mais do que aplicação de sanções. Afinal, precisamos quebrar profundamente a reprodução social, ou seja, a manutenção de certos hábitos. Isto poderia nos tornar menos transgressores, menos interessados em manter distância dos outros habitantes da cidade e, assim, mais apropriados dos espaços públicos, fato que implicaria na redução dos diversos tipos de violência. A reflexão sobre a nossa qualidade de vida que implica em tudo, inclusive na maneira que usamos a cidade e tratamos aqueles que dividem este espaço conosco, deveria tornar-se um exercício diário, antes mesmo que os viadutos sejam erguidos.
José Valteclar Borges Vieira
Presidente do Sindicato dos Mototaxistas de Fortaleza
Para desafogar o trânsito em Fortaleza são necessárias medidas como a construção de transporte sobre trilhos e corredores de ônibus. É preciso também que seja feito um material educativo com o levantamento das ruas paralelas às avenidas mais congestionadas e que estas sejam sinalizadas. Tal material deve ser divulgado para a população. Deve ser feita a mudança da sinalização em localidades como o Bairro de Fátima, acrescentando “Siga à direita”, por exemplo, na avenida Borges de Melo com a rua Deputado Osvaldo Stuart, na avenida Aguanambi com Soriano Albuquerque. O semáforo do viaduto da avenida Treze de Maio deveria ser retirado, e nos sinais de pedestres deveriam ser construídas passarelas.
Via jornal O Povo
03/08/2011
A Corte de Haia não perde por esperar
Paulo Henrique Amorim









