07/08/2011

Semana Claridade

Se estivesse viva, Clara Nunes completaria na próxima sexta-feira (12/08) 69 anos de idade. Mineira, nascida em Paraopeba, ganhou destaque como cantora no início da década de 60 após conquistar o terceiro lugar no concurso A voz de Ouro do ABC que lhe rendeu um contrato com a gravadora Odeon.

Teve um início de carreira conturbado e marcado por alguns fracassos. Primeiro a vontade da gravadora em fazer dela uma cantora romântica. Segundo, a passagem pela Jovem Guarda que, de fato, não abriria espaço para ela. Melhor. Principalmente porque a turma do iê iê iê logo perderia espaço para um movimento muito mais intelectualizado e político, o Tropicalismo. Por último, o lançamento primeiro long-play intitulado “A voz adorável de Clara Nunes”, um grande fiasco logo no início da sua carreira com apenas 3.100 cópias vendidas.

Por sorte, ela queria mostrar que era cantora de qualquer interpretação. Não tinha medo de arriscar. Como boa brasileira, ela tentou, tentou, tentou até que conseguiu. Tornou-se uma das maiores cantoras que o país já teve. Dona de uma voz imponente e uma simpatia carismática, Clara se reinventou, criou estilo próprio, cantou a mistura que é o Brasil, invocou orixás e encantou com sambas que se eternizaram.

Durante toda esta semana, para homenagear Clara Nunes, vamos mostrar um pouco de sua trajetória musical, as parcerias e histórias que fizeram de Clara uma verdadeira representante do nosso povo, da nossa cultura, nosso sincretismo religioso e da nossa música. Para iniciar, começamos com "Você passa eu acho graça" (1968).



Depois do fracasso mercadológico de seu primeiro LP, Clara consegue finalmente projeção com a música “Você passa eu acho graça” de Carlos Imperial (que não simpatizava com ela) e Ataulfo Alves (que só contribuiu com uma palavra na letra da música). Aqui, ela dava o primeiro passo para sua curta e triunfal trajetória musical.

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