11/08/2011

Semana Claridade - Clássicos

Em 1974 Clara já era sucesso absoluto. Estava estourada com o clássico Conto de Areia, de Romildo Bastos e Toninho. No mesmo ano, conhecera o compositor Paulo César Pinheiro. Foram apresentados por Mauro Duarte. Na ocasião, Paulo convidou Clara para defender a música Menino Deus no II Segundo Encontro Nacional do Compositor do Samba. Nesta altura, ela já estava apaixonada. Casou-se meses depois com o compositor.

Com Claridade (1975), entrara para a história como a primeira mulher a vender 500 mil cópias de um disco no Brasil. Repertório primoroso, o LP trazia grandes sucessos que hoje podem ser considerados clássicos da cantora. Entre eles: A Deusa dos Orixás de Romildo e Toninho e O mar serenou de Candeia.








O fenômeno de vendas não parou por ai. O mesmo se repetiu em 1977 com Forças da Natureza, 1978 com Guerreira e 1979 com o álbum Esperança. No final da década de 70 Clara começava a se politizar e participar de shows de protestos organizados por Chico Buarque e outros artistas. No início de 1980, já com repertório de Brasil Mestiço fechado, ela pede a Chico uma música que ele havia lhe prometido. Chico a presenteia com Morena de Angola.  




Em 1982, antes de lançar o último álbum Nação, Clara é convidada pela Fundação Min-On para apresentar-se no Japão. A Fundação, que já havia levado Eliseth Cardoso e Jair Rodrigues para apresentar-se, tinha o objetivo de promover intercâmbios culturais entre artistas de todo o mundo. Clara aceitou. Em suas apresentações, deu à “Manhã de Carnaval” uma das melhores e mais emocionantes interpretações.




Ao retornar ao Brasil, lançou Nação, seu último grande sucesso que chegava ao recorde de 600 mil cópias vendidas. Neste álbum, destaque para Ijexá de Edil Pacheco.



Bibliografia e Fotos do Livro Clara Nunes -Guerreira da Utopia de Vagner Fernandes (Ediouro, 2007)

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